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Bioquímica Forense

A bioquímica representa uma ferramenta eficaz e de base para diversos cursos de formação em nível superior (Biologia, Biomedicina, Farmácia, Odontologia, Enfermagem, Medicina, Fisioterapia, Nutrição, Engenharia de Alimentos, Veterinária, Educação Física, Química, entre outros) relacionando-se de forma eficiente com diversas outras disciplinas para embasamento de conteúdos teórico/práticos e trocas de informações para melhor entendimento de diversas matérias que usufruem de seus conceitos como provas emprestadas para o entendimento de outras matérias, tais como, fisiologia, biologia molecular, imunologia, hematologia, microbiologia, análises clínicas, presentes em diversos concursos, como na área pericial em diversas áreas de formação acadêmica supracitadas, citando também a medicina legal, auxiliar e técnico em necropsia, perito legal, papiloscopistas, entre outras.

De uma maneira prática, a bioquímica deve ser entendida e percebida pelos estudantes como uma ferramenta literal para aplicação em diversos concursos. Assim surge a bioquímica forense, trazendo conteúdos, muitas vezes considerados complexos, mas de uma forma simplificada, direta, por vezes coloquial e de linguagem acessível até mesmo para aqueles não formados em cursos com esta importante disciplina para concursos públicos. Diante da necessidade de consolidar conceitos e prolongar a retenção destes, teremos sempre o contexto prático, de forma que o aluno possa utilizar os conceitos teóricos com ferramentas de aplicação da bioquímica na área forense. Um bom exemplo de contextualização de conteúdos de bioquímica com a prática pode ser percebido já na aula inicial, relacionando a função de algumas estruturas/organelas celulares com a área de identificação criminal e o vínculo de suspeitos com a cena do crime via amostras de DNA mitocondrial, um exemplo para esta organela mitocôndria tão especial para o estudo do sistema oxidativo, seus componentes e funções, bem como seu uso para resolver questões de ancestralidade, por meio da fonte de DNA mitocondrial (materna). Em outros exemplos, podemos citar alguns “desacopladores” usados em suicídios e ou envenenamentos (Ex: pesticidas, fertilizantes, corantes, venenos, agrotóxicos, como exemplos), prejudicando e ou anulando a produção de energia celular em rotas anaeróbicas (sem uso de oxigênio) ou em vias oxidativas (com uso de oxigênio), onde literalmente desacoplam reações chaves no processo de produção de energia com ou sem o uso do oxigênio, processo este que muitas vezes é chamado de “asfixia celular”. Sendo assim, sejam bem vindos neste universo da bioquímica forense, com olhar instigante, desafiador e tão importante para lograr sucesso em diferentes concursos das diversas áreas periciais mencionadas.