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Quem são os serial killers? Porque eles nos provocam tanto interesse?

Você certamente já deve ter assistido algum filme ou série de investigação criminal ou do gênero policial em que havia um matador em série.  Se por acaso ainda não viu, com certeza já deve ter ouvido falar neste tipo de criminoso seja nos jornais, noticiários, internet. Hoje há uma gama de informações a respeito desta figura que nos desperta tamanho interesse e curiosidade. Mas por que será? Uma coisa é fato: somos seres curiosos, duvidosos, buscamos a verdade o tempo todo para desvendar aquilo que está em nosso imaginário e que faz parte de nossas fantasias, ultrapassar os “achismos” e o senso comum. O serial killer, em especial, nos instiga a querer investigar a razão de seus atos, em grande parte sórdidos e aterrorizantes, que vai além da nossa compreensão por não conseguirmos enxergar uma lógica que explique um comportamento tão cruel e impiedoso.

O serial killer é um dos tipos de psicopata. Ele é um grau mais grave e severo dentre tantos outros tipos de psicopatia que não necessariamente levará o sujeito a ser um criminoso, ainda mais um matador em série com modus operandi delimitado. Estimasse-se que cerca de 4% da população mundial seja algum tipo de psicopata e menos de 2% corresponde ao serial killer. Menos mal, não é mesmo?

Sumariamente podemos dizer o psicopata é um sujeito que apresenta uma profunda deformidade afetiva e uma conduta patológica desviante do caráter. Portanto, o psicopata não desenvolve sentimentos nobres como altruísmo, empatia, solidariedade, amor, compaixão e sua conduta na sociedade é amoral. Muito diferente de imoral. Um sujeito imoral é aquele que conhece o que são os parâmetros aceitáveis de moralidade, mas não os aplica. Já o sujeito amoral é aquele que não conhece moral nenhuma, ou seja, para ele tanto faz cometer um crime ou subjugar alguém para conseguir realizar suas vontades. Este é o perfil de um psicopata: um sujeito amoral, frio e calculista, que busca somente o prazer de suas realizações independente dos sentimentos alheios. Para ele vale tudo: mentir, trapacear, manipular, seduzir, obter vantagens ilícitas, e até matar.

Falando em matar, para o serial killer tem um gosto especial. Horrível admitir isso, mas o ato de humilhar a vítima é onde está o seu maior gozo. Quanto mais a vítima implorar pela sua vida, maior prazer ele sentirá em decidir se a manterá viva e por quanto tempo. Chegam a considerar que a vida daquela pessoa pertence ao seu julgamento final. O ato de cortar membros, decepar, amputar, retirar órgãos, estuprar, morder, rasgar, ver sangrar, matar para ver cair são muitos dos atos que participam deste nicho específico de gozo.

            Serial killers são criminosos cujo objetivo é praticar o ato várias vezes e sempre de um modo peculiar, como se fosse a sua assinatura, que o identifica enquanto autor de determinado crime. Embora isto não ocorra sempre. Eles, muitas vezes, articulam, planejam, estudam o perfil de suas vítimas e assim passam a praticar seus atos com certa frequência. São exemplos, matadores de mulheres jovens, de homossexuais, de prostitutas, de crianças, de um típico físico, de garotos de programa, etc.

O psicopata que faz muitas vítimas ao mesmo tempo, a exemplo de pessoas que entram em escolas, instituições, em meio a multidões, salas de cinema e saem atirando compulsoriamente em qualquer pessoa que ali estiver presente, não seria considerado um serial killer, pois ele mata muitos de uma só vez e não tem períodos em que não está matando, não há espaços de tempo, e, ainda, muitos se suicidam logo em seguida. Neste caso, é usual chamá-lo de assassino em massa.

Diferentemente de um criminoso comum que tem um objetivo explicável do ponto de vista psicológico, como matar para roubar ou para se vingar, o serial killer não tem a menor relação afetiva com a vítima, tampouco a conhece. Embora ele tenha padrões de escolha, não há razão emocional que o leve a matar determinada pessoa. Ele vai caçá-la até cumprir seu objetivo. Se descobrirem e ele for para a cadeira, tão logo quando solto, de volta à sociedade, continuará a praticar os crimes novamente, agora de um modo ainda mais sofisticado, reparando os erros cometidos no passado que o fez ser pego.

Não existe um parâmetro que determine se um sujeito se tornará um serial killer, mas suas ações, atitudes, seu histórico de infância e suas declarações podem ajudar a desvendar a mente deste criminoso. Em suma, os psicopatas nascem assim, não se tornam psicopatas, porém há que se considerar que a vivência em um ambiente doentio, perturbador, repleto de brigas, discussões, violência doméstica, abusos sexuais possam influenciar na evolução do grau da psicopatia.

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